A Dança da Morte
De August Strindberg
Co-produção do Teatro da Rainha e do Teatro dos Aloés
A Companhia de Teatro de Almada, irá receber de dia 18 (4.ª Feira) a 21 de Maio (Sábado), pelas 21h30m e dia 22 de Maio, pelas 16h, uma co-produção do Teatro da Rainha e do Teatro dos Alóes, “A Dança da Morte”.
O espectáculo é do escritor sueco August Strindberg, tem encenação de Fernando Mora Ramos, tradução de Isabel Lopes, cenografia e figurinos de José Carlos Faria, sonoplastia de Francisco Leal, iluminação de António Plácido e interpretação de Isabel Lopes e Victor Santos, do Teatro da Rainha e Elsa Valentim e José Peixoto do Teatro dos Aloés.
A “Dança da Morte” retrata a vida de um velho casal, do capitão Edgar e da sua esposa Alice, e as suas desilusões. Tantas foram estas que cada um deles “esgotou a parte de amor que tinha para oferecer”. “Presos um ao outro, estas duas almas torturadas esperam a morte que os libertará de uma ligação conjugal desacreditada”, escreve a produção.
August Strindberg nasceu em Estocolmo, a 22 de Janeiro de 1849, estudou na Universidade de Uppsala, de onde saiu após um semestre. Por essa altura foi acometido por uma forte depressão, decidindo suicidar-se ingerindo uma pílula de ópio. A sua primeira peça surgiu deste suicídio falhado. Foi um autor muito produtivo, tendo escrito romances, peças, poesia e mais de 7.000 cartas, foi também pintor e jornalista.
A primeira obra de vulto de Strindberg foi "Mestre Olof", escrita em 1877, seguiu-se, "O Quarto Vermelho" (1879), um romance. Em 1886, termina a sua novela biográfica, "O Filho de um Empregado", seguida de "Menina Júlia", sendo esta peça encenada pela primeira vez em 1889. Escreveu também "Em Defesa de um Louco", onde descreve o seu primeiro casamento.
No período em que vagueia pela Europa Central, escreve "Inferno e Lendas", "Para Damasco" (1898) e "Diário Oculto". No Diário, descreve a sua relação com a sua terceira esposa, Harried Bosse, com quem teve um filho. Após o divórcio de Harried resultou, em parte, a sua obra prima expressionista a peça "O Sonho", escrita em 1901.
A "Dança da Morte" foi a sua obra-prima do simbolismo, bem como "Páscoa".
August Strindberg faleceu em Maio de 1912.
As informações e reservas podem ser obtidas através dos telefones 212752175 / 212756567 para a secção de público da Companhia de Teatro de Almada, agradecemos que o façam com a maior brevidade possível, pois as reservas estão condicionadas à lotação do autocarro.
Publicado por vmar em maio 13, 2005 07:46 PMEu aqui mesmo em Almada e nunca fui ao Teatro.
Na realidade o velho ditado tem razão de existir:
"Em casa de ferreiros espetos de pau".
Gosto mais da dança do ventre!
Afixado por: canzoada em maio 14, 2005 01:24 PM